Ir para o conteúdo
Portal Dedetização

Métodos de Controle das Cochonilhas

Cochonilha: Métodos de Controle das Cochonilhas.

cochonilha
cochonilha

A cochonilha do carmim causa intensos danos nos estados de Pernambuco, Ceará e Alagoas, debilitando as plantas até a morte e levando a perdas de produção de até 100%. Isso causa enormes prejuízos na pecuária desses estados, onde as cactáceas atacadas por essa cochonilha são um importante suporte alimentar dos animais.

Para o controle químico dessa praga, indica-se pulverização com detergente neutro 5% ou sabão em pó a 2%, óleos minerais e vegetais e os pesticidas parathiom metílico e dimethoato. Além de combater a cochonilha, os produtos alternativos não ocasionam a morte de larvas de joaninhas e da mosca Baccha sp., que são inimigos naturais das cochonilhas. O sabão em pó e os detergentes biodegradáveis tem a vantagem de não causar impactos ambientais.

Algumas outras medidas indicadas contra essa praga são:

  • Evitar a introdução de partes oriundas de plantas vindas de locais com ocorrência dessa cochonilha.
  • Realizar inspeções periódicas para monitoração da presença dessa praga.
  • Se houver necessidade de introduzir material proveniente de locais com ocorrência dessa praga para propagação oualimentação animal, deve-se realizar uma avaliação de risco.
  • Utilizar variedades resistentes para formação de novas plantações.
  • Eliminar compulsoriamente as plantas com suspeita de ataque

Para o controle da cochonilha A. comperei, que ataca mamoeiros, recomenda-se o uso dos inseticidas sistêmicos (que circulam na seiva das plantas) Mospilan (do grupo dos neonicotinóides), Actara e Tiger 100 EC (análogo dos hormônios dos insetos).

Para o controle de cochonilhas-da-raiz nos cafeeiros é indicada a vistoria da raiz principal, logo após o colo, das plantas jovens (a partir dos três meses de idade). Se for constatada a praga, deve-se fazer o controle químico. Para isso é indicada a aplicação de inseticidas sistêmicos granulados em sulcos no solo. De preferência neonicotinóides ou cloronicotinil, que são inseticidas de nova geração, em doses e concentrações que devem ser indicadas por especialistas, variando de acordo com a idade da planta.

Não é necessário combater as formigas doceiras, pois assim que as cochonilhas morrerem elas irão desaparecer.

Das muitas substâncias químicas usadas pelo homem no controle de pragas, boa parte é tóxica ao homem ou aos animais, podendo, além dos riscos aos humanos, diminuir o controle das pragas por seus inimigos naturais (predadores, parasitóides e entomopatógenos). Um controle integrado utilizando fungos entomopatogênicos e agrotóxicos seletivos (que não fazem mal a estes fungos) é uma estratégia bastante interessante.

Diversas pesquisas estão sendo realizadas no intuito de conseguir integrar o uso do fungo Beauveria bassiana, inimigo natural de algumas cochonilhas (inclusive a cochonilha-da-raiz), com o uso de agrotóxicos através da seleção de linhagens de fungo resistentes aos inseticidas.

Os principais inimigos naturais da cochonilha Ortézia são alguns insetos predadores e fungos entomopatogênicos. As larvas da mosca Gitona brasiliensis predam os ovos da cochonilha, enquanto algumas joaninhas, as larvas do bixo-lixeiro e o percevejo predador Heza insignis predam as ninfas e adultos. No entanto, o controle por esses insetos predadores ainda necessita de maiores estudos para ser implementado como método de controle efetivo.

Dentre os fungos que são inimigos dessas pragas estão o fungo-branco ( Verticillium lecanii ), o fungo-vermelho ( Colletotrichum gloeosporioides ), mofo-vermelho ( Fusarium sp. ), Beauveria sp., Aschersonia sp. e Cladosporium sp.. Beauveria bassiana e V.lecanni são produzidos e vendidos comercialmente por empresas do ramo para o controle dessa praga. Para maximizar os resultados, é necessário que se utilize um defensivo contra as cochonilhas que não prejudique esses fungos.

Como medidas de auxílio no combate pode-se fazer a limpeza de galhos e troncos com escova de piaçava, capinação em volta da planta atacada, caiação do tronco, poda dos galhos e pulverização de óleos miscíveis, que vão matar as cochonilhas por sufocação. Para dificultar a disseminação e contaminação por essa praga, é indicada também a adoção de quebra-ventos e cercas vivas.

Lembrando que para o combate químico, são utilizados organofosforados, piretróides, carbamatos e nicotinóides, para diminuir as chances de se selecionar insetos resistentes, os inseticidas do tipo organofosforado não devem ser rotacionados (alternados) com os do tipo carbamato, pois eles apresentam o mesmo mecanismo de ação.

Outras pragas